Dos Vídeo Games Para o Cinema

 

    O Cinema de Primeira Brasil, resolveu fazer uma lista dos games que foram parar nas telonas ,mas que não foram tão bem ou de críticas ou de público.

 Confira a lista :


  


Street Fighter – A Última Batalha (1994)

Não existia um garoto que não estivesse completamente extasiado em 1994. O motivo era o lançamento do filme baseado no jogo de luta mais famoso de todos os tempos. Alegria nas tardes de todas as crianças que cresceram na época do fliperama, e gastavam suas suadas fichas se digladiando contra os oponentes nas telas e fora delas. Mesmo com algumas escalações de elenco inusitadas (como o próprio Raul Julia, em sua última performance no cinema), a grande maioria entrou de muita boa fé nas salas de cinema.
A forma como saíram são outros quinhentos. O grande Raul Julia, que no filme vive o vilão, disse ter aceitado participar do projeto a pedido de seus filhos. Outra decisão inusitada do roteiro foi transformar o personagem de Jean Claude Van Damme (o grande nome do elenco), secundário nos jogos, em protagonista. Street Fighter foi tão mal avaliado, que começou a trazer negatividade aos filmes baseados em vídeo game. Mesmo assim uma espécie de continuação foi lançada em 2009 com Street Fighter – A Lenda de Chun Li, focando em outros personagens, e com Kristin Kreuk (Smallville), Chris Klein (American Pie) e Michael Clarke Duncan (Demolidor) no elenco. O novo filme nos faz achar que o original não era assim tão ruim.

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Double Dragon (1994)
Mesmo com a receptividade morna da maioria, os filmes baseados em vídeo game vinham dando certo lucro nas bilheterias mundiais. O motivo para isso era a associação da marca. Tais jogos eram extremamente populares com os jovens, que instantaneamente sabiam que precisavam também assistir a tais filmes. E logo de cara os mais populares foram transformados em obras cinematográficas. Double Dragon, igualmente era um jogo de luta adorado pelas crianças da época.

A história de tais filmes não importava muito. O que a criançada queria era ver seus queridos personagens ganharem vida nas telas, o que para eles trazia tudo para o mundo real. E no percurso ganhavam dezenas de cenas de luta (inspiradas ou não) e um punhado de efeitos especiais (ainda engatinhando). Esse é o filme com menos rostos famosos no elenco, o que mesmo para a época demonstrava que Double Dragon saía perdendo em relação aos seus “irmãos”.

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Mortal Kombat (1995)

Nessa primeira fase, ainda na década de 1990, dos primórdios dos filmes baseados em jogos de vídeo game, Mortal Kombat pode ser considerado o mais proeminente. Diferente de Super Mario Bros., Street Fighter e Double Dragon, o filme realmente divertia, com uma trama que falava sobre um torneio de luta entre humanos e criaturas fantásticas, sendo sediado numa misteriosa ilha. Tudo é claro, pelo destino da humanidade.
Com um  roteiro e clima de grandes fantasias infanto-juvenis, Mortal Kombat sobressai sobre os demais, com muito humor, cenas assustadores, e conceitos legais. Por trás de tudo estava Paul W. S. Anderson, em seu primeiro longa-metragem para o cinema. Uma continuação foi feita em 1997, sem Anderson na direção, e sem o mesmo impacto.

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Lara Croft – Tomb Raider (2001)
Passada a primeira década de investida em vídeo games no cinema, e baixada a poeira das produções, digamos, não tão bem sucedidas, uma nova leva chegaria com a nova década. Agora, Hollywood achava que era necessário investir mais, em histórias, na produção, e principalmente na escalação do elenco. Nada de atores sem apelo ou escalações equivocadas. E o carro-chefe dessa retomada dos games nas telonas foi Tomb Raider, superprodução da Paramount que foi um dos chamarizes do verão americano de 2001.
Uma versão feminina de Indiana Jones, mais jovem e frenética, a obra trazia ninguém menos do que a mulher mais poderosa de Hollywood na atualidade, Angelina Jolie. Tudo bem que na época, a Sra. Brad Pitt não possuía o status de hoje, mesmo assim não deixou de ser uma grande alavancada para a produção contar com uma jovem atriz em ascensão e indicada ao Oscar. O resultado mostrava que tais filmes haviam realmente evoluído em sua qualidade. Uma continuação, infelizmente bem inferior ao original, foi produzida em 2003, ainda contando com Jolie como a protagonista. Um novo filme com a personagem vem sendo cogitado há alguns anos, dessa vez com uma Lara Croft mais jovem. Umas das atrizes constantemente mencionadas para o papel é Megan Fox.

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Resident Evil – O Hóspede Maldito (2002)

A década de 1990 trouxe para os cinemas, filmes baseados em jogos da década de 1980 e 1990. Já na década passada, as adaptações eram de jogos mais modernos, com gráficos em 3D, que faziam parte da infância de toda uma nova geração. Se no passado os carros-chefe eram Mario Bros. e Street Fighter, agora tínhamos Tomb Raider e Resident Evil, motivos de adoração dos fãs. Aqui, temos um dos primeiros games de terror, que mostravam pessoas perdidas em lugares confinados juntos com criaturas de todas as espécies, em especial os zumbis.

Para o cinema, elementos de horror e aventura foram misturados, com cenas de ação bem elaboradas, lutas e efeitos especiais. Milla Jovovich, musa de filmes como O Quinto Elemento, mudaria para sempre a sua carreira ao viver Alice, a protagonista, e se tornar uma das atrizes de ação do cinema atual. No comando da obra, um velho conhecido do cinema de vídeo game, Paul W. S. Anderson (de Mortal Kombat). Embora não tão elogiado quanto o seu primeiro esforço no terreno, esse novo trabalho viveu para se mostrar a mais longínqua série cinematográfica do quesito, com mais quatro exemplares, e um sexto filme em fase de pré-produção, programado para o lançamento em 2016.

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AVP – Alien Vs. Predador (2004)

Por falar em Paul W. S. Anderson, o cineasta que desafia o bom senso, o sujeito se tornou um especialista no subgênero e entrega com esse filme, seu terceiro baseado num vídeo game. Tá certo que as criaturas alienígenas surgiram originalmente no cinema, em filmes que datam de 1979 e 1987, respectivamente. Porém, antes do cinema, a ideia de colocar as raças alienígenas mais mortíferas da sétima arte para se digladiarem surgiu num game para computador, de 1999.

O sucesso foi tanto que não demoraria muito para os produtores orquestrarem a batalha também nas telonas. Ajudava o fato das duas franquias pertencerem ao mesmo estúdio, a Fox. No entanto, sabia-se que de certa forma o projeto em conjunto poderia matar as duas franquias. Uma continuação foi feita em 2007, sem Anderson no comando ou envolvido de qualquer forma, e passou despercebida. Em 2010, Predadores tentou revitalizar a franquia do alienígena de dreadlocks, sem muito sucesso também. E ano passado, tivemos o progenitor de Alien, Ridley Scott, retornando ao universo espacial em Prometheus, ficção científica subestimada, que promete uma sequência.

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Doom – A Porta do Inferno (2005)

Se as adaptações modernas não estavam dando certo, que tal voltar aos primórdios dos jogos em primeira pessoa. Doom foi o primeiro jogo no estilo, no qual o jogador comandava apenas um braço e uma arma em movimento. Era uma perspectiva nunca antes vista num vídeo game, no qual literalmente éramos o protagonista. Considerado um jogo de tiro, como levar Doom ao cinema? A solução foi trazer o recém eleito homem da ação do cinema, Dwayne The Rock Johnson para viver o chefe de uma equipe de militares, que apenas possuem codinomes, para a missão mais perigosa de suas vidas, em Marte.

Um filme de ação ordinário para todos os nãos fãs, e quem sabe para a maioria dos fãs também, Doom tem seu ponto alto ao apresentar a estética de primeira pessoa, na qual apenas vemos a mão e a arma em movimento atirando em criaturas pelo caminho. Apesar de criativo, a maior reclamação foi, “qual a graça de apenas assistir sem poder jogar?”. Talvez tenham razão.




DOA – Vivo ou Morto (2006)

Apesar de ser uma das mais obscuras adaptações de um vídeo game, essa produção é também uma das mais divertidas. Baseada num jogo igualmente desconhecido do grande público, mas que faz, e muito, a cabeça dos fãs, DOA é sobre lutas, e… garotas, bem desenhadas, de biquíni. E o filme entrega justamente isso, sem querer ter uma trama substancial, elementos artísticos, grandes atuações, ou nada que modifique seus elementos originais. É pura e simplesmente diversão escapista. É também um dos maiores prazeres culposos, principalmente para os meninos, já que o elenco é formado por verdadeiras beldades encabeçadas pela “sarada” Jaime Pressly. Desligue o cérebro e aproveite.




Terror em Silent Hill (2006)

Baseado na cultuada franquia de jogos, Silent Hill é o mais próximo de um filme de terror que uma adaptação de games já chegou. Muita gente, aliás, pode nem saber que a obra é baseada num game. Na trama, a ótima Radha Mitchell (Melinda & Melinda) se perde com a filha na cidadezinha amaldiçoada do título, e começa a ser atormentada por diversas criaturas monstruosas, que remetem inclusive a Hellraiser – Renascido do Inferno, clássico do terror, da década de 1980. Na época a produção chamou a atenção, e logo foi apontada como a adaptação de games mais proeminente. A continuação Silent Hill – Revelação chega esse fim de semana nos cinemas brasileiros, e traz a menina já crescida, nas formas de Adelaide Clemens (O Grande Gatsby).




Hitman – Assassino 47 (2007)

Projetado para Vin Diesel ser o protagonista, devido a grande semelhança com o personagem, o talentoso Timothy Olyphant acabou ficando com o papel. A verdade é que filmes baseados em vídeo games ainda não estão no mesmo patamar das adaptações de quadrinhos, por exemplo. Seja qual for o motivo, o fato ainda afasta grande parte do público renegando o subgênero apenas para os aficionados, e muitas vezes nem eles mesmos.

Muitos clamam que as tramas dos jogos são complexas por si só, e que dariam belos filmes. Mas então qual seria a dificuldade de um deles se tornar uma verdadeira obra-prima. O que acontece é que ao serem levados ao cinema, eles acabam sofrendo grandes mudanças para apelar ao grande público, ao mesmo tempo não saturando o público alvo, que já conhece muito bem a trama dos jogos. O fato termina sempre por afastar os familiarizados e os não familiarizados. Aqui, Olyphant vive um assassino de aluguel careca e com um código de barra na nuca, coisa não muito inteligente para alguém que deveria passar despercebido. No momento mais legal, o sujeito entra num quarto com duas crianças jogando seu jogo.



Max Payne (2008)

Aqui o mesmo problema de Hitman ocorre, com uma série cultuada, mas não muito conhecida do grande público. Os fãs alegam ter conteúdo suficiente para um ótimo filme, mas não foi o que ocorreu. Mark Wahlberg aceita protagonizar como um policial, desbaratinando um caso envolvendo poderosas drogas alucinógenas que fazem seus usuários verem criaturas demoníacas aladas. Duas curiosidades. A primeira é que a belíssima Olga Kurylenko, que esse ano esteve em Oblivion ao lado de Tom Cruise, e em Amor Pleno, de Terrence Malick, faz parte do elenco de ambos Max Payne e Hitman. E a segunda é que a dupla Mark Wahlberg e Mila Kunis, protagonistas do longa, voltariam a se encontrar no muito mais bem sucedido Ted, sobre um ursinho falante e incorreto.



Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo (2010)

Espécie de Santo Graal dos gamers, o filme do Príncipe da Pérsia é considerado por muitos como a melhor adaptação para o cinema de um vídeo game. O motivo é que por trás temos a equipe responsável pelos incrivelmente bem sucedidos filmes da série Piratas do Caribe. No mesmo clima, mas um pouco mais sério e adulto, a obra traz Jake Gyllenhaal como um aventureiro, Ben Kingsley (mais uma vez) como o vilão, e a bela Gemma Arterton como uma princesa em perigo. Apesar de avaliações favoráveis, a produção não foi tão bem junto ao público.




Detona Ralph (2012)

Deixe para a Disney entregar o melhor filme com alguma ligação com o mundo dos vídeos games. Detona Ralph não é apenas o mais elogiado filme de vídeo game, é também o mais bem sucedido, com quase $500 milhões em bilheteria ao redor do mundo. Mesmo sem ser especificamente baseado num jogo, Detona Ralph é o que Uma Cilada para Roger Rabbit foi para o mundo dos desenhos animados. O filme apresenta diversos jogos e personagens, desde os clássicos como Sonic, Mario e Pac Man, até os de última geração como Halo. Talvez o problema de identificação seja que Detona Ralph soa muito como homenagem nostálgica para a era os fliperamas, que os pequenos de hoje não chegaram a ter contato. Isso faz de certa forma o filme ser mais recomendado para uma geração mais velha.



Need for Speed (2014)
O primeiro filme baseado num jogo de corridas de carro chega ano que vem, com a promessa de apelar ao público da franquia incrivelmente bem sucedida, Velozes e Furiosos. O filme é protagonizado por Aaron Paul (da série Breaking Bad), como um sujeito disposto a ir até o fim atrás de vingança. Sinopse básica, mas que pode vir a cair no gosto popular. O que o público alvo quer ver mesmo, são as grandiosas cenas de perseguição, e ação automobilística alucinante e desenfreada.





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