22 de agosto de 2016

Resenha de Esquadrão Suicida



     Não é do jeito que imaginava mas também não é todo ruim. É assim que me sinto após assistir "Esquadrão Suicida", mais uma iniciativa do universo DC nos cinemas. 


  Apesar de perceber claramente que houve sim uma drástica mudança no roteiro e na forma de como o diretor David Ayer teve que seguir as sugestões dos executivos da Warner em virtude das duras críticas em relação a Batman vs Superman- A Origem da Justiça. 



   O filme teve seu tom mudado e o que se podia perceber no primeiro trailer, era que se tratava de um longa com um arco de drama e bem sombrio. 


  Más assim que vi o filme, nos primeiros trinta minutos somos apresentados a equipe e que mostra como cada um (ou ao menos os mais importantes) foram parar na cadeia. Batman é só um mero coadjuvante nesta trama, ele não é e nem deve ser tratado como protagonista, pois a ideia aqui é mostrar o outro lado de cada vilão.



   O filme conta com outro membro da Liga da Justiça,más que não irei dá Spoiler aqui. Logo após as devidas apresentações, somos levados a uma trama rápida e com alguns cortes. 


  Viola Davis está tremendamente ameaçadora como Amanda Waller, dá gosto de ver a forma como ela consegue tudo o que quer. Joel Kinnaman também está interessante como Rick Flag, más quem rouba a cena mesmo é a atriz Margot Robbie que consegue mostrar todo seu talento como Arlequina  e faz caras e bocas de forma sexy,louca,imoral e infantil. Características de sua personagem criada no arco da série animada.

El Diablo,Amarra,Katana,Crocodilo e Capitão Bumerangue dão pouco ar de graça e interpretação interessante. 


Will Smith também é centro das atenções como o Pistoleiro. Um mercenário que tem a obrigação de mostrar pra sua filha que ele pode ser "alguém melhor". 


 Quem mandou mal foi a atriz Cara Delevigne com sua Magia. Nossa que atuação ruim. Apesar que a culpa não é totalmente dela,pois a personagem também mal desenvolvida demais. Pisada de bola pros roteiristas, que não souberam construir uma vilã que fosse realmente perigosa. 



  Sobre o Coringa de Jared Leto, nem tem muito o que falar porque faltou o que falar mesmo dele. Personagem aparece muito pouco,com poucas cenas que exigem grande expressividade e a impressão que dá , é que Leto não teve dificuldade nenhuma para construir seu maléfico palhaço do crime. 


  Más como foi no caso de Delevigne, aqui a culpa também não é em suma parte do ator, e sim do roteiro que fez com o personagem diminuísse ao longo da trama, com cenas cortadas e que deixaram nervosos muitos fãs que esperavam um Coringa tão ameaçador quanto foi o de Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas (2008). 

 O que se espera mesmo, é que o Coringa esteja em  algum próximo filme deste universo da DC nos próximos anos,pois quero e acho que muita gente também quer vê-lo em alta performance. 



 Não sei se haverá um novo Esquadrão Suicida para David Ayer dirigir. Ele foi duramente criticado também e não acho que a culpa seja toda dele. A recepção seria melhor ao longa se os produtores e executivos tivessem peito para encarar as consequências de um blockbuster


   Anteriormente falei sobre o futuro dos filmes da DC no cinema. Clique aqui e saiba mais. 


 Em resumo, Esquadrão Suicida é um longa a ser assistido e se comporta como uma diversão se não for analisada criteriosamente, com muitas cenas de ação, fotografia decente e playlist magnifica. Esperava mais do filme mas ao mesmo tempo não é de se jogar fora como disse logo no inicio do artigo.  




Avaliação do filme : 8,4

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