O Poço | Minha Análise sobre o filme mais comentado no primeiro trimestre de 2020

Longa está disponível na Plataforma de Streaming Netflix 




Desde que estreou no final de março no streaming Netflix, o longa espanhol 
"O Poço" tem recebidos muitas criticas positivas e alguma até negativas. 


O longa bate com uma certa coincidência com nossos dias atuais em sua estreia. Ele foi apresentado a cerca de seis meses atrás no Festival de Toronto, más só agora no final de março que estreou. Não é um tanto curioso ele chegar bem no momento em que estamos vivendo um isolamento social por conta da Pandemia do Coronavírus ? 



O Poço chega com um viés tanto capitalista quanto socialista. O longa se passa em uma prisão feita em vertical onde existe vários andares em que ficam dois presos por cela e sem janelas e bem no meio existe um enorme buraco. 


Logo vimos para que serve a existência do tal buraco. Uma plataforma surge com um verdadeiro banquete e ela é colocada no andar zero e vai descendo para andares inferiores. Em cada andar ela para e então em pouco tempo os presos têm para comer. Como toda prisão, em "O Poço" existe regras básicas e em uma delas é proibido estocar comida e ela também não é reposta. 


Em meio a essa mecânica perturbadora, a lógica aplicada aqui é que quem está nos andares superiores come tudo que pode e deixando migalhas para os presos dos andares abaixo. E a mecânica da prisão ainda tenta "democratizar" os presos, pois ao final de cada mês eles acabam sendo realocados e podem ir para andares superiores ou não. 

Num lado mais civilizado seria obviamente a lógica que quem está em cima coma só o suficiente sem esquecer dos demais. Porém não é isso que rola. Quem vai pro andar de cima começa a querer se vingar de quando estava la embaixo e comia pouco. Resultado disso são as "sabotagens" na comida e aqui fica muito claro que a ideia do filme é mostrar que quem fica no andar mais abaixo vai passar fome.  



E não é assim que vivemos de certa forma em nossa sociedade? Os Ricos e mais afortunados comem de tudo enquanto o pobre come o que tem e o morador de rua como o que dá pra comer.  


Com o isolamento social proposto pelo governo, muitas pessoas acabam ficando sem recursos financeiros. Não se engane com o filme "O Poço", ele passa muito viés político e de certa forma em critica a sociedade contemporânea. 


A ideia construída é que quando você faz um capitalismo selvagem acaba gerando uma desigualdade social entres as demais classes da sociedade. O longa se situa dentro de nosso conceito social o que infelizmente acontece quando na verdade ele deveria ser tratado de forma como uma mera ficção de um futuro distópico de uma humanidade perdida. 


Mais se olhar "O Poço" com mais carinho, verá que o filme tem seu roteiro trabalhado detalhadamente, figurinos impecáveis  e atuações de alta performances.  O protagonista Goreng é o único que ainda pensa um pouco nos demais mas mesmo ele acaba percebendo que para fazer a diferença é necessário mais do que só ter diálogo. 


A direção é do novato Galder Gaztelu-Urrita que traz em certos momentos ao filme um comando bem rústico ao longa. 


Mas "O Poço" não é para todo mundo assistir. É preciso ter um preparo mental e estômago forte para tanta brutalidade e cenas que te deixam perturbado. Repito que esse filme não é para todo mundo. 


O filme está entre os mais assistidos no Brasil em um momento que vivemos que é alarmante e que só mostra que as pessoas gostam de temáticas perturbadoras em momentos difíceis ou ta faltando bom senso das pessoas em se preocupar com coisas sérias. 

O Poço é um filme bem ao estilo Trash e não foge disso. 


Essa é a primeira parte de Análise a " O Poço" 

Cinema de Primeira Brasil é escrito e editado por Leandro Barreira, que é Nerd Extremista, fã de séries,games e viciado em filmes.  Carioca de coração e que possui um juramento em sua vida: 



"No dia mais claro
Na noite mais densa
O mal sucumbirá ante à minha presença
Quem comete a maldade tudo perde" 

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